
Ampliar o transporte público na Região Metropolitana de Belém (RMB) a partir de um sistema integrado. Essa é a meta do Governo do Pará, por meio do Núcleo de Gerenciamento de Transporte Metropolitano (NGTM), com as obras da Nova BR, iniciadas em 2019. O projeto vai requalificar os primeiros 10.8 quilômetros da rodovia BR-316, do Entroncamento até Marituba, para a implantação do sistema BRT Metropolitano. A nova estrutura viária e de mobilidade urbana também visa melhorar a qualidade de vida de mais de 2,5 milhões de pessoas que moram na Região.
“Acredito que com essa obra concluída, andar pela BR vai ficar mais rápido e mais seguro, com as novas calçadas e ciclovias. Hoje, os motoristas não respeitam ninguém. Acho que com o BRT também vai ficar melhor”, diz o estudante Cássio Nicolas, 21 anos, morador do Conjunto Júlia Seffer, em Ananindeua.
As obras na BR incluem a recuperação da pavimentação asfáltica, faixa exclusiva para o BRT – que visa diminuir o tempo de viagem de Marituba até São Brás -, implantação de nova arborização, ciclovia, calçada e passarelas.

Mudanças – Segundo o engenheiro Eduardo Ribeiro, diretor-geral do NGTM, a pandemia alterou o prazo de conclusão para dezembro de 2021. Além dos serviços de engenharia, o NGTM elabora o edital para contratação das concessionárias de linhas de ônibus (troncais e alimentadoras) para o BRT. O processo licitatório e de organização do sistema integrado deverá ser finalizado ao término das obras da Nova BR.
Ao longo de 2020, o NGTM trabalhou na efetiva criação da Agência de Transporte Metropolitano (Agtran/PA), com a finalidade de planejar, regular, operar, controlar e fiscalizar os serviços e a infraestrutura física e operacional do Sistema Integrado de Transporte da Região Metropolitana de Belém (SIT/RMB).
Acompanhamento – A cada mês, relatórios de avanços da obra são enviados à Agência de Cooperação Internacional do Japão (Jica) – financiadora de 78% do projeto -, que monitora a execução como requisito contratual, assim como questões de segurança e meio ambiente.
Paralelamente, o Governo, por meio do NGTM e da Procuradoria-Geral (PGE), solicitou ao Tribunal de Contas do Estado (TCE-PA) a realização de auditorias permanentes nas obras e contratos.
O conceito de implantação do sistema é o mais adequado para a RMB. “Não existe outra tecnologia mais adequada do que o BRT para essas características de demanda e padrão de renda da nossa população”, garante Paulo Ribeiro, arquiteto e urbanista da Universidade Federal do Pará (UFPA).

As fundações de 10 das 13 passarelas dos primeiros 10.8 km da rodovia BR-316 já começaram a ser feitas. Avançam as obras de construção dos terminais de integração em Ananindeua e Marituba; do viaduto que vai interligar o Terminal de Ananindeua à Rua Ananin; dos túneis de acesso exclusivo dos ônibus aos terminais; estações de passageiros em 13 pontos do canteiro central da BR; lançamentos de drenagens e a construção do prédio do Centro de Controle Operacional (CCO).
Rodovia Tapanã beneficia 500 mil pessoas
A nova Rodovia Tapanã foi entregue no dia 25 de outubro de 2020, após o Governo retomar as obras que estavam paralisadas, beneficiando cerca de 500 mil pessoas. “Essa obra melhorou em tudo pra gente. Com o pavimento acabaram o alagamento e o transtorno no trânsito”, conta o professor José Alcântara, 57 anos, que mora no bairro do Tapanã há mais de 20 anos.
São cinco quilômetros de via, ligando a Avenida Augusto Montenegro à Rodovia Arthur Bernardes. A nova via recebeu sistema de drenagem, duplicação de pista, pavimentação e 10 km de calçada (considerando os dois sentidos) com acessibilidade e ciclofaixa, além de sinalização, arborização e iluminação pública.

"Requalificamos o transporte entre as avenidas e rodovias. Integramos a BR-316, Mário Covas, Arthur Bernardes e os portos. Com isso, o fluxo de cargas pesadas vai fluir, além do impacto positivo para a vida das pessoas", ressaltou o governador Helder Barbalho, no ato de entrega da rodovia.




