5465 foto7jica1“O governador atual demonstra preocupação e manifesta seu interesse em relação às obras da BR-316. Isso é muito importante”, avaliou Eri Taniguchi, coordenadora de projetos da JICA, durante a quarta visita técnica às obras de Requalificação da BR-316, que ocorreu nesta terça (17) e quarta-feira (18). Ainda segundo Eri, a Agência de Cooperação Internacional do Japão (JICA), a participação ativa de Helder Barbalho possibilita uma maior agilidade na execução do projeto. A presença da representante da Agência faz parte do cronograma trimestral dos japoneses, que financiam 78% do projeto, executado pelo Governo do Pará.

No primeiro dia de agenda, Taniguchi reuniu com a diretoria do Núcleo de Gerenciamento de Transporte Metropolitano (NGTM), órgão estadual responsável pela execução das obras. Na ocasião, foram discutidos assuntos como o plano operacional do sistema de transporte metropolitano, questões contratuais, o progresso das obras, desafios e a utilização do saldo remanescente do contrato de financiamento.

Os recursos serão destinados às obras complementares, como à construção de dois viadutos – na avenida Independência e na Alça Viária, que interligam o bairro da Cidade Nova e possuem interferências diretas na rodovia –, a requalificação da avenida Ananin e a construção da ponte na via.5465 foto9jica2

“A JICA tem uma preocupação com o pós-obra, que é a questão operacional do BRT Metropolitano. Não adianta fazermos uma grande obra sem dar o benefício à população de um deslocamento rápido, seguro e com conforto na BR. Outra questão é a utilização o saldo que existe mais de R$ 150 milhões. Caso seja aprovado pela Agência, precisaremos pensar na prorrogação do cronograma de desembolso”, acrescenta o engenheiro Eduardo Ribeiro, diretor-geral do NGTM.

Na quarta-feira (18), a coordenadora de projetos visitou as construções do Centro de Controle Operacional (CCO), localizado no complexo do Comando Geral da Polícia Militar, na avenida Augusto Montenegro; os trabalhos de lançamento de drenagem que estão sendo feitos na rua Celestino Rocha, próximo ao viaduto do Coqueiro; as obras da estação de passageiros 9, do BRT Metropolitano – que se dão no canteiro central da rodovia BR-316; e ainda os trabalhos dos terminais de integração de Ananindeua e Marituba.

Eri Taniguchi disse também que acompanhar o andamento e os desafios do projeto pessoalmente é importante. Desta vez, ela conta que identificou muitos avanços desde o mês de março, sua última visita.

5465 foto5jica3“É impressionante a capacidade dos equipamentos, das usinas. O que também nos chamou atenção é a construção do CCO, que possui critérios rígidos, mas que estão sendo atendidos. É importante saber que essa obra contribui para a proteção ambiental. Além disso, a segurança é o principal. Felizmente, todos os envolvidos têm essa consciência e vejo o cuidado nessa questão, há várias sinalizações. Nossas preocupações estão bem atendidas. Nesta visita, consegui captar muita coisa e, de forma geral, a avaliação é muito boa”, detalha Eri.

Para o NGTM, é importante o acompanhamento da JICA. “Para trocar, de forma mais próxima, todas as informações, também atualizar os analistas sobre o andamento, não apenas da obra, mas também de outras ações relativas à futura operação do sistema, assim como tirar dúvidas em relação a procedimentos contratuais e trocar experiências no sentido de que as orientações da JICA, tanto em relação ao contrato quanto a procedimentos da Agência, facilitam as ações que o NGTM deve tomar em relação à consolidação do projeto e futura operação do sistema de transporte”, afirma Eduardo Ribeiro.

A Agência – A JICA é uma empresa governamental independente, que financia projetos em países em desenvolvimento. Neste caso, 78% dos recursos para as obras de requalificação da BR-316 serão aplicados pela agência japonesa. O contrato das obras foi firmado em 2012, mas somente no dia 15 de janeiro deste ano os trabalhos iniciaram. A JICA tem tradição em financiar projetos nas áreas ambientais, mobilidade, agricultura e segurança pública e, uma das grandes vantagens da cooperação diz respeito aos juros, bem abaixo dos financiamentos cobrados pelos bancos nacionais.

Por Michelle Daniel